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Tipo de operador a usar entre termos de pesquisa (OU, E)

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Tipo de operador a usar entre termos de pesquisa (OU, E)

Título: Para lá dos silenciamentos sofrimento mental, integralidade e (im)possibilidades de uma ecologia de cuidados
Autor(es): Cláudia Inês de Carvalho Silva Nogueira ; orient. Pedro Manuel Teixeira Botelho Hespanha
Publicação: Coimbra : FE-UC, 2023
Descrição física: 433 p. : quadros ; [doc. eletrónico]
Notas: Menção Honrosa do Prémio Ciências Sociais e Humanas para a Inclusão, 2025
Contém: Tese apresentada à Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, em 2023, para obtenção do grau de Doutor em Sociologia, sob a orientação do Professor Doutor Pedro Manuel Teixeira Botelho Hespanha
Resumo: Sumário; Introdução; Parte I - Desconstruindo a hegemonia biomédica, (re)descobrindo a conceção de integralidade; Capítulo 1 - Das cosmovisões médicas ancestrais ao reducionismo biomédico; 1. Filhas/os do cosmos: o lugar (da totalidade) onde medicinas ancestrais e ciência moderna se cruzam; 2. Dos paradoxos da construção identitária da biomedicina: a herança integralista hipocrática; 3. Dissociar para “curar”: a revolução científica moderna e a rutura com a visão médica naturalista e totalizante; 3.1. Reducionismo biomédico e sofrimento mental; Capítulo 2 - Das razões do privilégio epistémico da biomedicina: desconstruindo a metanarrativa; 1. A ligação umbilical à ciência moderna e à sua trajetória de colonização; 2. O nascimento da clínica, a cumplicidade com os ideais modernos e a conquista do poder normativo; 3. A eficácia comparativa da biomedicina e sua articulação com o capitalismo; 4. Movimento profissional biomédico e estratégias de dominação; Capítulo 3 - Para lá da hegemonia biomédica: “outros” modos de olhar e cuidar o/do sofrimento mental são (sim) possíveis; 1. Construindo um objeto de pesquisa (I): contributos teóricos; 1.1. O ideal da integralidade no horizonte da transição paradigmática; 1.1.1. A ética do cuidado como expressão superior da integralidade; 1.2. Superar reducionismos, superando exclusivismos: contributos da sociologia das ausências e ecologia de saberes; 1.3. Das vozes que contam: a diversidade epistemológica a partir do laboratório fenomenológico da experiência; 2. Construindo um objeto de pesquisa (II): indagações, objetivos, contexto(s) e aspetos metodológicos; 2.1. Indagações e objetivos da pesquisa; 2.2. Contexto(s) da pesquisa; 2.3. Aspetos metodológicos: participantes, recolha/análise e dimensão ética; Parte II - Incitando as vozes silenciadas, indagando as possibilidades de uma ecologia de cuidados; Capítulo 4 - Das histórias (comuns) de sofrimento: silenciamento(s), biomedicalização e (sobre)vivência psiquiátrica; 1. O sofrimento silenciado que se torna “ruído ensurdecedor”; 2. Resgatando a subjetividade do sofrimento: as explicações e o ímpeto de as partilhar; 2.1. Os acontecimentos difíceis da vida; 2.2. As histórias comuns de violência e trauma; 2.3. Os elementos espirituais e paranormais; 2.4. As (raras) explicações biológicas (e reflexões decorrentes); 3. As reações iniciais e a família como contexto emergente (e solitário) de cuidado; 4. Das reduzidas (e reducionistas) possibilidades de cuidado; 4.1. Entre o/a médico/a de família e o consultório privado de psiquiatria; 4.2. A (in)evitabilidade da patologização (e do estigma), a centralidade do hospital e as histórias de (sobre)vivência psiquiátrica; 4.3. Sobre quem fica e quem sai: (im)possibilidades de (re)construção das trajetórias para lá da instituição hospitalar; Notas finais: Capítulo 4; Capítulo 5 - Brechas que se abrem nos “muros” da (bio)psiquiatria: a equipa y e o compromisso com o cuidado na comunidade; 1. A pesquisa: breves notas sobre o trabalho de campo; 2. Equipa Y: elementos de caracterização; 2.1. Área sociogeográfica de atuação; 2.2. Constituição e dinâmicas de organização; 2.3. O espírito de compromisso com a filosofia de cuidados comunitários; 3. A Equipa Y no contexto de um Centro de Saúde; 3.1. (Des)integração e (i)lógicas organizativas; 3.2. O valor da(s) proximidade(s) e o (autêntico) cuidado como prática contra hegemónica; 3.3. A escassez de recursos e a (in)evitável biomedicalização do sofrimento; 4. A Equipa Y no contexto dos cuidados domiciliários; 4.1. A imersão na comunidade: contornos de uma realidade complexa; 4.2. Potencialidades, limites e desafios da intervenção: uma equipa em trânsito (paradigmático?); 5. Dos “muros” (in)transponíveis do modelo biomédico/hospitalar; 5.1. A “verdade” biomédica e os diálogos por concretizar: limites à integralidade e à cidadania no cuidado; 5.2. Resistências, incongruências e paradoxos institucionais/políticos; Notas finais: Capítulo 5; Capítulo 6 - Epistemologias e práticas “outras” de cuidado no preenchimento das ausências e reescrita das narrativas; 1. Entre querer e poder: (im)possibilidades no acesso à diversidade de saberes/práticas de cuidado; 2. Narrativas emergentes em rutura com a monocultura biomédica; 2.1. Saberes populares: a experiência com uma “benzedeira”; 2.2. Naturopatia; 2.3. A prática de Yoga; 2.4. Arteterapia; 2.5. Grupo de Auto-Ajuda/Ajuda-Mútua; 2.6. Hipnoterapia; 3. Da particular relevância das práticas espirituais. Ou: quando o invisível aos olhos dessacraliza o poder biomédico; 3.1. Espiritualidade e saúde: um breve enquadramento; 3.2. A dimensão espiritual nas trajetórias em estudo: um olhar geral; 3.3. Possibilidades (extrafísicas) num Centro Espírita: um olhar sobre casos particulares; Notas finais: Capítulo 6; Considerações finais; Referências bibliográficas; Apêndices
Assuntos: SAÚDE MENTAL | EQUIPA DE REABILITAÇÃO | PRÉMIO CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS
Veja também: NOGUEIRA, Cláudia Inês de Carvalho Silva | HESPANHA, Pedro Manuel Teixeira Botelho | UNIVERSIDADE DE COIMBRA. Faculdade de Economia
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